A beleza Plus Size

A grande dificuldade de quem veste uma numeração grande é encontrar algo que vista a sua autoestima.  E a ausência de autoestima muitas vezes está ligada a um padrão imposto pela sociedade, pela escassez nas modelagens e a falta de informação de moda (roupas que não valorizam as formas, sem detalhes, sem personalidade).

É inconcebível que em shoppings metropolitanos com mais de quatrocentas lojas, não haja opções para quem utilize manequins acima de 46, enquanto a  realidade aponta que 58% das mulheres brasileiras estão acima do peso, segundo a revista científica, The Lancet.  Esses dados, já desatualizados, se referem às mulheres.  Imagina homens e mulheres?

A ditadura das magras, caráter em que as grifes disputam o reconhecimento de suas marcas, anda na contramão da coletividade onde o comportamento deveria sinalizar que o mundo mudou. Incoerentemente o slogan de que na moda não existem regras na atualidade, algo que deveria acompanhar o pensamento sob todos os aspectos, contrapõe ao modelo engessado percebido por todos.

Felizmente existem situações que a abertura já se faz presente em alguns lugares, como nos Estados Unidos.  É lá que alguns brasileiros com maior poder aquisitivo faz suas compras. Outro modo, a internet.

O mercado plus size movimenta bilhões de reais por ano – só no Brasil, portanto está mais do que na hora dos estilistas, das grandes marcas, dos profissionais de moda responsáveis por lançar tendências se apropriarem dos dados disponíveis para representar a realidade, afinal, moda é a reprodução de seu tempo.  Deve haver legitimidade para que haja credibilidade.

Vai aí uma crítica construtiva, talvez a galinha dos ovos de ouro que falta nesse cardápio.

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