A fashionista Iris Apfel

 

A paixão pelos tecidos é uma história antiga, ocorreu ainda menina na boutique de sua mãe.

Iris estudou história da arte, aprendeu moda, participou de projetos de restauração na Casa Branca, atuou em campanhas publicitárias, “causou” desfilando pelas ruas com calça jeans quando poucas ousavam,  óculos gigantes, roupas exóticas, misturas coloridas de colares e pulseiras de bolas…

Expôs suas roupas e acessórios no Metropolitan Museum of Art, fez parcerias, registrou a sua vida em livros e documentários, não parou um só minuto para tomar fôlego.  Conforme ela, “Se aposentar é pior que morrer. Há tantas coisas esperando para ser feitas no mundo”.

A nova-iorquina é uma referência de comportamento para muitos, especialmente para profissionais que trabalham com imagem, pois imagem nada mais é do que a construção da autoimagem, coisa que Iris Apfel tira de letra.

Hoje essa mulher incrível, criativa e irreverente de 97 anos, ícone de uma marca que ela criou sem a menor intenção, não podia passar despercebida, até mesmo pela agência que consagrou Gisele Bündchen.  Iris, hoje, modelo contratada pela IMG, também foi boneca da Barbie.

Em sua passagem pelo Brasil:

“Todo mundo tem que começar de alguma forma, eu comecei no WWD como uma copy girl. Ser uma copy girl,  significava pegar papéis nas impressoras e ir levando de um editor para o outro. Apesar de ganhar 15 dólares semanais, eu amava o que fazia, mas tive que sair quando percebi que as pessoas cujas posições eu poderia vir a ocupar eram muito velhas para engravidar ou muito novas para morrer”.

“Me falaram que eu ia encontrar apenas coisas made in China no Brasil, mas fui a feiras maravilhosas, que mantêm viva a cultura daqui. Comprei algumas coisas e confesso que se a alfândega deixar, eu vou levar muitas coisas para casa e até mesmo pendurá-las em mim”.

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