O dia da noiva

Antigamente a noiva herdava da mãe, da mãe de sua mãe, da mãe da mãe de sua mãe o vestido e os acessórios para o casamento.  Fazia parte da tradição. Uma época em que a ligação afetiva era reverenciada e acreditava-se que trazia sorte, bem aventurança e filhos, muitos filhos.  Ainda hoje na Europa a realeza abraça esse costume com algumas adaptações, especialmente com os filhos que já não são tantos.

A tradição é envolta por superstições e algumas curiosidades culturais.  Cada lugar tem suas esquisitices e seus encantos, o que chamamos de peculiaridade, inegavelmente um charme!

Entre maus olhados, pinturas de hennas, chuvas de ervilha e arroz, pinheiros plantados em frente à casa dos noivos, presentes recolhidos em fronhas velhas, pedaços rasgados do vestido da noiva, moedas nos sapatos, beliscões e aranhas para dar sorte e tantas outras ocorrências interessantes, o que introduzimos da França foi o hábito de jogar o buquê para as amigas no intuito de trazer o mesmo destino da dona do buquê.  Não é à toa, que Paris é o destino romântico dos casais apaixonados.

A aliança veio dos egípcios, símbolo do amor eterno, um artefato poderoso feito de couro e tecido. Os anéis tinham uma importância muito grande para eles, confiavam que se usado na mão das veias que levam ao coração o portal oculto se abriria.  Entretanto, foi a partir do século IX que a igreja católica adotou a aliança como pacto de união entre os casais.

Com relação à moda criamos o velho novo, hoje, apelidado retrô e o vintage, de fato antigo. O vestido branco da vovó de renda com tramas grossas, os sapatos vermelhos de cetim da tia solteirona para quebrar a candura e dar um toque de sensualidade, um voilette sobre os penteados gregos e os olhos gatinho de Brigitte Bardot ganharam força com aval das mães das moças prestes a subir ao altar, uma geração remanescente onde à poesia se misturava ao cheiro do café moído na hora.

Saudações ao amor, o passo foi dado! Agora é cuidar.

“Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção”.

(Antoine de Saint-Exupéry)

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