O vermelho da dama

 

Sim, você leu corretamente, a bela Charlotte de Kelly LeBrock hoje dará lugar a uma outra estrela, o vermelho.

A cor vermelha remonta a pré-história. Na arte rupestre, a matéria prima era composta de sangue, carvão, pigmentos da terra e das plantas, usada com o auxílio de pincéis feitos de pelos de animais como uma forma de comunicação entre os humanos. Daí a concepção de que as artes estão intrinsecamente ligadas à comunicação. Ainda na antiguidade outros pigmentos foram surgindo, como a raiz avermelhada da erva Garance, metais como o ferro, mercúrio e outras fontes. Sendo assim, o vermelho como símbolo do poder era relacionado ao sangue e ao fogo, razão pela qual foi muito utilizado na guerra e na religião.

Na Roma antiga, uma concha encontrada no Mar Mediterrâneo, uma variante do vermelho tingia as roupas do imperador, dos centuriões, dos guerreiros.  Depois com sua escassez, foi descoberta a cochonilha, um parasita de árvores que, com seus ovos, se extraia um vermelho intenso, muito utilizado nas vestimentas da alta classe, da aristocracia, também dos cardeais. A busca pelo corante gerou grande problema na indústria têxtil européia na idade média, pois os mercadores buscavam a cor que atraía a sociedade, ricos e pobres.  Foi a partir dessa época que a simbologia do poder, da sedução, da fertilidade (produtividade), da felicidade (conquista), do fogo (vida), da revolução e do luxo chegou aos tempos contemporâneos como a cor da paixão.

A cor está fortemente ligada ao desejo, ao erotismo e também ao amor. A rosa vermelha, a única que tem aroma dentre outras flores vermelhas são oferecidas aos enamorados.

Na China as moças mais tradicionais casam-se de vestido vermelho e as que optam por branco, vestem vermelho em outro momento da cerimônia para trazer-lhes sorte. A cor intensa ainda predomina nos adereços da cerimônia e nos presentes.

A verdade é que o vermelho viaja através dos séculos nas duas esferas, material e imaterial. Ele vai do glamour do tapete vermelho, da famosa caixa Cartier, dos sapatos louboutin da Dior, do “rosso corsa” de Enzo Ferrari à tentação.

No Natal o vermelho significa o amor representado pelo sangue de Cristo.

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