O pretinho básico

O pretinho básico, que de básico não tem nada, foi criado pela revolucionária estilista francesa, Coco Chanel, na década de 60.  O conceito “básico” é por sua modelagem mais moderna, democrática, elegante, sem a finalidade de chamar atenção. Impossível! Depois de Audrey Hepburn desfilar graciosamente com seu pretinho em Bonequinha de Luxo, a sofisticação se disseminou e caiu no gosto popular.

É considerada uma peça versátil, já que tudo combina com a cor. Cor ou ausência de cor? Muitos ainda duelam na resposta. A verdade é que antes da beldade dar luz ao preto, ele foi estigmatizado na idade média como a cor da morte, do mistério, da dor, da solidão, da maldição, da opressão. Mesmo depois desse período, os artistas plásticos eram censurados ao adotarem “obscuridade” em suas obras, trazendo discussão em torno do tema e desconforto entre eles.

“A não cor” foi se tornando cor com o descobrimento das Américas, o campeche, a grande estrela encontrada na América Central, tornou viável a mistura de corantes, enobrecendo e honrando,  hoje, o amado pretinho pelos estilistas e por todos nós, reles mortais. Um contraponto com a morte, mas falando de vida. Pois, depende de nós darmos-lhe vida.

Entretanto, parece que algumas coisas não foram inteiramente superadas. A cor preta  simboliza altivez, poder, sobriedade, mas também melancolia e sinal de perigo. A tarja preta não me deixa mentir. Pelo sim, pelo não, é melhor a noiva casar de branco, diz a tradição.

Como consultora, afirmo que tudo é bonito quando se tem luz própria. Abuse do sorriso, de preferência com um lindo batom vermelho tom de carmim.

 

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